‘BEM-ESTAR DAS POPULAÇÕES’, O ‘CAVALO DE BATALHA’ DO PRESIDENTE

Texto: Mariano Quissola Fotos: DR

2022-10-10T07:00:00.0000000Z

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Media Nova

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DESTAQUE

Nos próximos cinco anos, o Presidente da República promete dedicar todas “as suas forças e atenção” com “particular atenção” ao “bem-estar das populações”. Entretanto, João Lourenço tem pela frente desafios macroeconómicos por vencer, com destaque para o crescimento económico, factor crucial para a materialização de todas as metas definidas para a presente legislatura. Distintos especialistas com autoridade nas suas áreas profissionais, entre economistas e cientistas sociais, apontam os principais desafios macroeconómicos de João Lourenço para o próximo quinquénio. Identificam pontos de estrangulamentos ao desenvolvimento e apontam caminhos para ultrapassá-los. Boa nutrição, actividade física, bons relacionamentos interpessoais, familiares e sociais, controlo do estresse e saúde ampla é o que Presidente da República, reeleito nas últimas eleições de 24 de Agosto, promete proporcionar aos angolanos nos próximos cinco anos. Para o efeito, disse que vai engajar “todas as suas forças”. “Dedicarei todas as minhas forças e atenção na busca permanente das melhores soluções para os principais problemas do país. Particular atenção será prestada ao sector social, no que concerne ao bem-estar das populações”, declarou João Lourenço, durante o seu discurso de investidura.na cerimónia que o investiu para um segundo mandato, o titular do poder Executivo disse que continuaria “a trabalhar em políticas e boas práticas para incentivar e promover o sector privado da economia”, de modo a promover a produção nacional e, consequentemente, a criação de empregos. Diferente da legislatura anterior, em que o MPLA prometera meio milhão de empregos, para os próximos cinco anos, fixa este desafio na redução para 25% a taxa de desemprego, contra a actual, estimada em 30%. A meio do seu discurso, João Lourenço volta a referir-se à preocupação que disse ter com o “bem-estar das populações”. “O cidadão, em geral, o trabalhador e o jovem, em particular, continuam no centro das nossas atenções”. O estadista disse que esta preocupação será manifestada, na prática, por via da “protecção das minorias, dos mais vulneráveis, dos idosos, da criança e dos menos favorecidos”, bem como “garantir ao trabalhador um salário condigno e um poder de compra que seja compatível com a capacidade de aquisição dos bens essenciais de consumo da cesta básica”. Continuidade dos projectos Continuidade foi a tónica dominante do discurso do Presidente, concernente às linhas orientadoras do seu programa de governação para a actual legislatura. Daí ter-se referido à conclusão dos principais 17 projectos, com os quais pretende oferecer o ‘bem-estar’ aos angolanos. “Neste segundo mandato, vamos dar continuidade e concluir os projectos públicos de infraestruturas”, disse Lourenço, que, na sequência, reconduziu em bloco os seus “premiados” auxiliares, com ligeiras alterações. Tratam-se dos projecto como o Porto Comercial de águas profundas do Caio, em Cabinda, os aeroportos de Cabinda, de Mbanza Congo e o Internacional António Agostinho Neto, em Luanda, as refinarias de petróleo de Cabinda, do Soyo e do Lobito, o Polo de Desenvolvimento da Barra do Dande, a barragem hidro-eléctrica de Caculo Cabaça, a interligação dos sistemas norte-centro-sul e leste da rede nacional de electricidade, a construção dos parques fotovoltaicos de energia para grande parte do país. “O programa de transferências monetárias KWENDA, o MOSAP, o Programa de Apoio e Promoção do Empreendedorisjoão mo (PAPE), o Programa de Reconversão da Economia Informal (PREI) e outros de assistência social terão continuidade e serão aprimorados e ajustados às reais necessidades dos grupos alvo”, afirmou o reeleito Presidente da República. 3%. As últimas previsões da Oxford Economics indicavam que nos próximos dois anos a economia angolana cresceria na ordem dos 1,9% e 2,3%, respectivamente, abaixo do crescimento populacional, que anda acima dos 3%. 1,8% Já a consultora Fitch Solutions considera que a economia angolana cresça 3,5% este ano, mas abranda para 1,8% em 2023.

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