PR CONFIANTE NA ATRACÇÃO DE INVESTIMENTOS COM ARRANQUE DAS FOTOVOLTAICAS DE BENGUELA

Texto: Constantino Eduardo, em Benguela

2022-08-01T07:00:00.0000000Z

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Media Nova

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O Presidente da República destacou, em Benguela, que a entrada em funcionamento das duas centrais de energia solar vai criar um impacto significativo na matriz energética do país, tendo salientado que a aposta do governo passa, necessariamente, por energias limpas, na perspectiva de atrair cada vez mais investimentos OChefe de Estado, que falava momentos depois de ter procedido aos cortes inaugurais das fitas dos parques fotovoltaicos, sendo um em Catumbela e outro na Baía-farta, referiu que o Executivo trabalha para que, nos próximos cinco anos, a electrificação de todo o país seja um facto, recorrendo, para o efeito, a diversas fontes de produção de energia, de preferência aquelas que sejam amigas do ambiente, “particularmente à produção de energia hidro-eléctrica, como vem acontecendo. Portanto, temos a barragem de Capanda e Laúca. Está em construção a do Caculo Cabaça e temos em carteira outra central hidroeléctrica sobre o rio Cunene”, disse o Titular do Poder Executivo, adiantando que a energia produzida no projecto em referência vai permitir a exportação para a República da Namíbia. O Presidente João Lourenço reconhece que, actualmente, Angola socorre-se de produção de fontes bastante poluentes ao meio ambiente (geradores a diesel) e são economicamente pouco rentáveis. “Mas, sobretudo, pelo facto de serem poluentes, ou seja, inimigas do meio ambiente”, realça. Neste diapasão, e em função do quadro vigente, a aposta do Executivo passava, necessariamente, por se libertar dessas fontes, porquanto “os ganhos são para o ambiente, mas também para os cofres do Estado”, reconheceu o PR. Segundo o Presidente da República, doravante, uma vez que se fez a primeira experiênciadeproduçãodeenergia,com os parques do Biópio e Baía-farta, o país vai combinar duas fontes distintas, com a diferença de que sai a energia térmica e, por consequência, entra a fotovoltaica. “É investimento que vai até cerca de USD 7 mil milhões. Portanto, é um investimento que compensa», disse, para quem daqui a alguns anos sentir-seão os efeitos desse investimento, sendo certo, como sublinhou o Presidente João Lourenço, que o objectivo é, também, atrair investimentos. “Bom, o objectivo da electrificação do país não é apenas o de servir o cidadão, mas também o de criar condições para a tão almeja industrialização do país. Não pode haver industrialização se não houver energia(…) Nós temos vindo a queixar-nos de que as nossas matérias-primas são exportadas e não temos como transformar, e havendo abundância de energia pelo menos deixa de haver uma desculpa”, considera João Lourenço, confiante, pois, na atracção de investimentos.

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