AÇO ANGOLANO ENTRA NA EUROPA EM SETEMBRO

O aumento da produção da Fabrimetal, para 97% da sua capacidade instalada está na base da sua expansão para outros mercados fora do continente africano

2022-08-01T07:00:00.0000000Z

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Media Nova

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AFabrimetal, principal siderúrgica do país, fabricante de varões de aço, cantoneiras e outros materiais ferrosos, utilizados na construção civil, habitacional, comercial e industrial, atingiu, nos últimos tempos, uma capacidade de produção de 14.600 toneladas/mês, o que representa 97% da capacidade instalada. A informação foi avançada pelo seu director de produção e operação, Bruno Marques, em declaração à imprensa, considerando que o aumento na produção decorre da demanda local e estrangeira. Com isso, a empresa já pensa em expandir a sua exportação para o mercado europeu, processo cujos contactos estão avançados, segundo referiu o director. Bruno Marques avança que Portugal será a porta de entrada do aço angolano para o mercado europeu, a partir de Setembro. “O nosso director geral está a atentar meter o nosso material na Europa. Possivelmente no próximo mês a Fabrimetal poderá exportar material para a Europa. A porta de entrada será Portugal”, revelou o gestor. Com essa expansão, espera-se que o volume das exportações da empresa atinjam cinco mil toneladas de toda a produção, sendo o remanescente para o consumo do mercado interno. Com 10 anos de experiência na indústria do aço, a sua produção é destinada ao mercado regional da África Subsariana, nomeadamente na República Democrática do Congo, Ruanda, Mali, Namíbia, Gana, Burkina Faso e Senegal. Consta que a Fabrimetal é das principais siderurgias responsáveis pelo desenvolvimento das infraestruturas do país, eliminando a dependência da importação de varões, apoiando a crescente indústria da construção civil, reduzindo a poluição ambiental. A empresa é ainda responsável pela criação de cerca de 800 postos de emprego, 90% dos quais nacionais. Material proibido A matéria-prima da indústria é essencialmente a sucata espalhada pelo país, fornecidos por vários parceiros devidamente registados na Administração Geral Tributária, como contam os gestores da empresa. Entretanto, Nuno Pereira, director de operações e segurança, afirma que a empresa não compra um conjunto de material que considera “material proibido”, nomeadamente cabos elétricos, linhas e barras dos caminhos-de-ferro, tampas de saneamento e postos elétricos, para desestimular eventuais redes de assalto a esses bens públicos. “Enquanto instituição, fazemos uma queixa-crime aos Serviços de Investigação Criminal, sempre detetamos um material suspeito. Não temos muitas ocorrências mensais, por causa do procedimento que adoptamos, e os nossos fornecedores sabem, a partida, que esse material não entra. Este ano tivemos dois casos, que eram materiais de caminho-de-ferro (barras e linhas). Já no ano passado tivemos quatro ocorrências”, explica Nuno Pereira, director técnico da Fabrimetal.

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