“O RESULTADO É QUASE UMA CALAMIDADE”

2022-08-01T07:00:00.0000000Z

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Media Nova

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EMPRESAS

Como avalia as capitalizações realizadas às empresas do SEP, com destaque para o top 10, em 2021? Quatros dessas empresas são do sector financeiro, são daqueles que diríamos, estão sempre longe deste tipo de situações. Temos também empresas da comunicação social. Os contribuintes financiaram as tesourarias dessas empresas para suportar as suas operações. Isso permite, por exemplo, que os preços dos transportes públicos não sejam os mesmos praticados pelos taxistas, vulgo candongueiros. É aqui que se vê a diferença dos subsídios e capitalizações. Esse conjunto de empresas recebeu, em três anos, 104 mil milhões de Kwanzas. Qual é o rácio entre as capitalizações feitas e os dividendos recebidos pelo Estado? O investimento financeiro em equipamentos e máquinas versus o retorno obtido, percebemos que o resultado é extremamente preocupante, quase uma calamidade. Se dividíssemos 18 milhões de dólares por mil milhões de dólares, o resultado seria 0,00 de retorno. Por outro lado, capitalizações que são frequentes, do BPC, perguntamo-nos porquê que ainda existem. Que leitura faz do estado das empresas do SEP, à luz do nível de prestação e contas? Dum universo de 88 empresas só 13 têm as contas aprovadas sem reservas, quer dizer que o auditor não tem qualquer dúvida da elaboração das demonstrações financeiras. Mas 56 empresas estão com problemas de contas. A Sonangol, que tem todo o peso que representa, tem um conjunto de reservas. Que destino se deve dar às empresas do SEP, perante este quadro? Identificar os graves problemas que impactam as empresas do SEP, fazer uma auditoria com muitas equipas, avaliar o nível de dívida. Há várias saídas: fusão, cisão ou liquidação.

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