“RETOMA DOS VOOS DA TAAG PARA O UÍGE VAI IMPULSIONAR O CRESCIMENTO ECONÓMICO”

A TAAG retomou, em Maio, 23 Anos depois, os voos para a província do Uíge. Os operadores económicos mostram-se satisfeitos e defendem escalas para diferentes províncias

Texto: Patrícia de Oliveira

2022-06-01T07:00:00.0000000Z

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Media Nova

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Oempresário Alberto Monteiro (Banha) disse a OPAÍS que a ligação aérea entre as províncias do Uíge e Luanda é uma mais-valia para a classe, sublinhado que os preços estão acessíveis e vai ajudar nas trocas comerciais. Alberto Monteiro apela para maior aposta nos voos com escala para diferentes províncias de Angola, como Malanje, Uíge, Mbanza Kongo e Cabinda, realçando que as viagens terrestres têm diversos imprevistos e nem sempre se consegue cumprir a agenda programada. “As pessoas podem deslocar-se para Luanda em 40 minutos e regressar no mesmo dia, evitando os transtornos nas estradas, complicação com os trânsitos, e reduzir custos”, reiterou. Já Luís Fungo referiu que a nova rota da TAAG na província do Bago Vermelho vai atrair empresários de outras regiões a investirem na localidade, ressaltando maior aposta no sector agrícola. O empresário lembrou que a promessa foi feita pelo Presidente da República, João Lourenço, em visita de trabalho ao Uíge, em Outubro de 2021 e se tornou uma realidade. Para Luís Fungo, que trabalha no sector mineiro, é uma grande satisfação voltar a viajar de aeronave para a capital do país, maior centro de compra de equipamentos e outros produtos para sustentar a actividade económica, ressaltando maior segurança e menos riscos nos negócios. Alcides Maiacala também defende a mesma opinião pelo facto de vir a impulsionar os negócios e as trocas comercias entre o Uíge e outras localidades. Admite a possibilidade de pessoas trabalharem em Luanda e viverem no Uíge ou vice-versa e deslocarem-se de forma rápida e eficaz. Segundo o empresário, o mau estado das vias de comunicação desmotivava os empresários a apostarem nos negócios e com a retoma dos voos da TAAG haverá ganhos, redução do tempo, principalmente para os investidores. “Viajar de carro custa 50 mil kwanzas para abastecer a viatura e circular em Luanda, com a deslocação aérea vamos gastar no total 19 mil kwanzas. Para ele, as principais dificuldades continuam a ser as vias de comunicação e a falta de empréstimos bancários.

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