Davos alerta sobre crise alimentar

2022-06-01T07:00:00.0000000Z

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Media Nova

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As consequências alimentares da guerra na Ucrânia foram o centro do debate do segundo dia de Davos 2022. Entretanto, o segundo dia do Fórum Económico Mundial de Davos 2022 foi marcado pelo tema da geopolítica. Milhões de toneladas de cereais estão actualmente bloqueados, encerrados no “celeiro do mundo” por causa da presença da frota russa no Mar Negro. Von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, salientou que isso relembra claramente “os métodos soviéticos” e da devastadora carestia da década de 1920, o Holodomor imposto por Stalin, que matou milhões de ucranianos. Uma experiência que marcou as consciências do povo da Ucrânia e criou uma profunda desconfiança em relação ao vizinho russo. Mas desta vez a crise de desabastecimento alimentar corre o risco de inflamar a África e o Oriente Médio. Por isso, Von der Leyen revelou que está na forja uma conferência com o Presidente egípcio, Alsisi, para tratar de como enfrentar a emergência com os países da região. Actualmente, 22 milhões de toneladas de trigo não podem sair da Ucrânia para serem exportados para a África, Oriente Médio e muitos outros países. Com as actuais taxas de exportação, levaria mais de seis anos para escoar esses 22 milhões de toneladas. Um horizonte impossível de ser aceite, sem provocar uma catástrofe alimentar mundial. O Presidente polonês, Andrej Duda, também lembrou, em Davos, os devastadores “efeitos colaterais” que uma crise alimentar na África pode causar na Europa. “Existe o risco de uma crise alimentar na África e, portanto, a Espanha e os outros países do sul da Europa podem sofrer uma nova crise migratória”, disse Duda.

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