BIOCOM ESTIMA PRODUZIR 128 MIL TONELADAS DE AÇÚCAR EM 2022

Texto: Patrícia de Oliveira, enviada a Malanje

2022-06-01T07:00:00.0000000Z

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Media Nova

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Com estes números, a Biocom regista um acréscimo na produção de açúcar na ordem das 8 mil toneladas/ano, com a produção de cana-de--açucar a ser feita numa área de 30 mil hectares cultivados, disse , em Malanje, o Director-geral Adjunto, Luís Bagorro, na abertura da safra 2022 Luís Bagorro referiu que a produção de açúcar tem vindo a crescer de ano para ano, fortalecendo a indústria nacional, através do desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva em convergência com os programas do Governo, com destaque para o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações ( PRODESI). “Na presente safra, com uma área cultivada de 30 mil hectares, estima-se produzir 128 mil toneladas de açúcar, 18 mil m3 de etanol neutro, e 64 mil MWH de energia eléctrica renovável”, explicou, reforçando, que desde 2017 a empresa deixou de exportar o produto para abastecer somente o país. A Biocom usa adubos nas operações de preparo/plantio e tratos culturais póssafra, comprados quase 100% no mercado nacional, havendo importação somente quando o mercado não consegue atender, segundo Luís Bagorro. Os custos de importação de insumos e fertilizantes são elevados, aproximadamente USD 1300/tonelada, feitas da Turquia, China e África do Sul. Entretanto, a Biocom não tem objectivo de produzir fertilizantes por não ser o seu foco. “Tivemos um grande desafio para as importações de máquinas, peças e o transporte da mercadoria. Alguma carga teve que vir de avião o que aumentou os custos”, explicou, acrescentado que, no fim da safra, será produzido o açúcar mascavo para atender às necessidades de alguns clientes. Entretanto, reclama do mau estado das vias, realçando que isto tem contribuído para o aumento das dificuldades para transportar para Luanda, em camiões, pois são exigidos 300 mil kwanzas, valor que aumentou para 500 mil este ano. Abastecer 45% do mercado A Directora de Produção Agro-industrial, Fernanda Andrade, sublinhou que a empresa para produzir o açúcar e o etanol depende de muitas importações. “Temos tido um grande trabalho na parte do planeamento para que tudo chegue a tempo para a realização da safra, com destaque para os equipamentos”, disse. Segundo a responsável, a empresa abastece 45% do mercado nacional com a produção, tendo, no ano transacto, atendido a 35% do mercado nacional. Já com a produção de 64 mil MWH de energias é possível abastecer cerca de 80 mil casas com electricidade. Na oitava safra, a Biocom conta com 21 colhedoras, 74 tractores, 69 camiões de apoio, 13 camiões de canaviais, 3 pulverizadores, 63 máquinas de transbordo, 13 máquinas amarelas, 25 hidro rolls (sistema de irrigação mecanizada sobre rodas), 18 motobombas, 18 carregadoras, 77 implantes agrícolas, totalizando 510 equipamentos. Instalada no Pólo Agroindustrial de Kapanda (PAK), na província de Malanje, município de Cacuso, numa área superior a 81 mil hectares, dos quais 70 mil são cultiváveis e 11 mil destinam-se à existência de áreas de preservação permanente da vegetação. Neste momento, a empresa conta com 3 mil e 500 funcionários. Governo enaltece aumento da produção Por sua vez, o Governador de Malanje, Norberto dos Santos, enalteceu o aumento da produção de açúcar da empresa, destacando a formação de quadros da empresa que recebe pessoas sem formação e as torna em técnicos médios, o que considerou uma vantagem para o país. O governante apelou aos bancos para que sejam menos burocráticos, a fim de permitir maior crescimento das empresas e o aumento da diversificação da economia nacional. “A cadeia depende dos bancos e departamentos comerciais que queremos que encarem como um problema de segurança nacional e que a burocracia deixe de ser um entrave, deste jeito Angola ganha”, disse.

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